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Estruturas, ciclos e poder no carnaval de acesso do Rio de Janeiro

Escrevo este texto em caráter pessoal, como observadora do carnaval de acesso e como alguém que acredita na força institucional do samba. Não se trata de uma crítica dirigida a pessoas ou gestões específicas, mas de uma reflexão sobre como certos arranjos estruturais, ao longo do tempo, vêm expondo o sistema a questionamentos recorrentes sobre governança e imparcialidade. Quando se percorre a história dos grupos de acesso no Rio de Janeiro, torna-se difícil ignorar que a relação entre presidentes de escolas e presidências das ligas raramente se limitou ao campo administrativo. Em diferentes momentos, essa proximidade parece ter moldado decisões, influenciado disputas internas e impactado a percepção pública sobre a credibilidade da gestão e da apuração. Não se trata de um episódio isolado, mas de uma dinâmica que atravessa formatos organizacionais distintos e reaparece, sob novas configurações, sempre acompanhada de tensões e questionamentos formais. Na época da LESGA, essa sobreposiçã...

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